Uma questão de (gestão de) tempo

Ampulheta IKEA

Sempre fui uma daquelas pessoas um tanto ou quanto frustrada com a falta de tempo, ou com a velocidade a que ele corre. Creio que sempre senti que o tempo não me chegava para tudo, e tirando os últimos dias de férias de verão quando tinha uns 10 ou 11 anos e as tardes, apesar de quentes, eram aborrecidas sem mais livros para ler, acredito que nunca senti que o tempo passasse devagar. Desisti do relógio quando me viciei no telemóvel, e a verdade é que nem sou muito de ligar às horas, nem de contar os minutos, mas chegar ao fim do dia sem ter tido tempo para fazer tudo o que preciso, entristece-me. Isto do tempo foi uma questão que ganhou ainda mais peso quando decidi trabalhar por conta própria, não tenho livro de presenças, nem marco a hora de entrada e saída, por isso não conto os minutos para a pausa do almoço, ou os dias para o fim de semana. “It’s both a blessing and a curse”, que é como quem diz, tem tanto de bom quanto de mau, mas eu não trocava isto por

É tudo uma questão de tempo…

Digo e repito isto para mim mesma todos os dias. É uma questão de tempo até que tudo se resolva, ou é uma questão de tempo até conseguir atingir este ou aquele objectivo. Claro que dizer isto me ajuda imenso a lidar com a frustração ou até com aquela ansiedade que não sabemos bem de onde vem, mas, por muito cliché que possa parecer, é uma frase que acaba por ser muito verdade. É tudo uma questão de tempo, porque o tempo acaba por resolver todas as questões.

É tudo uma gestão de tempo

Saber gerir o tempo parece ter ganho magnitude. A ciência avançada da fragmentação perfeita do dia é hoje fundamental. Cada minuto conta, cada estratégia é importante para que no fim do dia nos sobre tempo para ver Netflix e afagar o pelo do gato que trazemos por casa. Mas a parte mais importante da gestão de tempo é a gestão de prioridades, e essa poucos a sabem fazer. Não que eu seja alguém para julgar, mas a saúde deve vir primeiro, as pessoas, a família e os amigos, os momentos, as pausas para o café, a série da Netflix com a cabeça encostada ao mais-que-tudo, ou uma boa noite de sono com a cabeça na almofada, enfim, é o respeito que devemos ter por nós que deve ser o topo das nossas prioridades. Am I right? 

Para mim, saber que a família, a saúde ou descanso vem em primeiro lugar, é fácil. Difícil é ter a mestria e a intuição aguçada para saber se, entre este artigo e os mails que tenho para responder, devo estar efectivamente a escrever sobre o tempo ou fazer melhor uso dele. Porque o meu segredo é o planeamento, a gestão de tempo em cima de uma base com as prioridades bem organizadas. Parece simples? Não é! Especialmente quando percebi que o tempo escasseava tão fácil e rapidamente que eu já não tinha margem para me dedicar ao planeamento.

E para este tipo de problemas de gestão de tempo, não tenho soluções mágicas, o mais provável é que vá fazendo o mais urgente até ter um intervalo de meia dúzia de horas para planear tudo que aí vem. “Que não é pouco, e não é muito, é bastante até!” 

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