Do luto para a luta

Pode até ser do outro lado do Atlântico, pode ter acontecido no meio do Rio de Janeiro ou numa favela, mas não pode ficar no silêncio. A Marielle Franco não merece o nosso silêncio, merece a nossa luta, agora mais do que nunca.

Essa mulher é coragem, era negra, é determinação, era mãe, é resiliência, era da favela, é luta, era incómodo. E por isso foi assassinada. Quatro tiros podem ter tirado a vida a Marielle, mas não tiram a voz a todas mulheres, não matam todos os negros, não põem fim ao problema da violência das favelas. Quatro tiros contra a Marielle vão tornar-se muito mais do que quatro tiros contra a pseudo-ditadura brasileira.

Hoje é um dia triste para as mulheres, para os negros, para os pobres e para o Brasil, mas é também um dia de luta, por ela, e por tudo o que ela tão bem defendia. Ela que foi mãe adolescente dentro de uma favela e se tornou vereadora. Tanto respeito.
Não morres em vão, Marielle, aqui e um pouco por todo o mundo, vamos à luta, por ti, e especialmente hoje, para ti!

Vamos do luto para a luta, porque quem mata o que incomoda vai ter que lidar com muito mais incómodo.

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